As entidades integrantes da Campanha Nacional
pelo Direito à Educação, movimento que reúne mais de 200 grupos e entidades
distribuídas por todo o país, incluindo sindicatos, organizações
não-governamentais nacionais e internacionais, fundações e grupos universitários
– criticou em sua página na internet.
A aprovação pelo Senado Federal, esta semana, de um substitutivo ao projeto de lei da Câmara 41/2013, que destina receitas com royalties e participações especiais para educação pública e saúde. Segundo o informe divulgado, “por iniciativa do Senado, foi extraída do texto a vinculação de metade das receitas com excedente em óleo do Fundo Social Pré-Sal ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE)”.
A aprovação pelo Senado Federal, esta semana, de um substitutivo ao projeto de lei da Câmara 41/2013, que destina receitas com royalties e participações especiais para educação pública e saúde. Segundo o informe divulgado, “por iniciativa do Senado, foi extraída do texto a vinculação de metade das receitas com excedente em óleo do Fundo Social Pré-Sal ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE)”.
A
ONG também critica o fato de que Estados e Municípios, com o substitutivo
aprovado no Senado, “ficaram desobrigados de aplicar em áreas sociais um
volumoso montante de recursos oriundos de poços com declaração de
comercialidade a partir de 3/12/2012” e, para complementar, “as receitas
advindas com a exploração das áreas de unitização, óleo pertencente à União
derivado de vasos comunicantes entre dois reservatórios, também não serão
vinculadas à educação pública e saúde”.
Como
resultado, destaca o site, “em dez anos, segundo projeções atualizadas em Nota
Técnica da Consultoria Legislativa da área de ‘Recursos Minerais, Hídricos e
Energéticos’ da Câmara dos Deputados, o prejuízo acumulado decorrente da
votação do Senado Federal é de R$ 170,90 bilhões para a educação pública e a
saúde”.
Ainda
de acordo com o texto publicado na página da ONG, “se o texto aprovado na
Câmara dos Deputados destinava R$ 279,08 bilhões para as duas áreas, em um
decênio, o texto do Senado Federal destina apenas R$ 108,18 bilhões; enquanto o
projeto original, enviado pela Presidenta Dilma Rousseff para o Congresso
Nacional, destinaria, se muito, R$ 25,88 bilhões no acumulado de dez anos”.
Portanto,
se o texto da Câmara dos Deputados trazia um enorme avanço para o cumprimento
das metas do PNE (Plano Nacional de Educação), ainda que não as viabilizasse
por completo, o projeto do Senado Federal é demasiadamente tímido, afirma
análise publicada na página da internet da Campanha Nacional pelo Direito à
Educação. “Temos tanta ciência de nossas conquistas quanto esperamos
compromisso público por parte do Parlamento. Diante das gritantes necessidades
sociais do país, a rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação solicita
aos deputados e deputadas que mantenham seu texto, mais sensível às demandas
populares do que aquele aprovado no Senado Federal”, concluiu a entidade.
O
comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, criada em 1999,
reúne no Brasil, entre outras, as seguintes entidades: Ação Educativa,
ActionAid Brasil, CCLF (Centro de Cultura Luiz Freire), Cedeca-CE (Centro de
Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará), CNTE (Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação), Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do
Adolescente, Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil), MST
(Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Uncme (União Nacional dos
Conselhos Municipais de Educação) e Undime (União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação).
Em
outubro de 2007, a Campanha recebeu do Congresso Nacional o prêmio Darcy Ribeiro, por sua bem-sucedida
atuação de incidência política no processo de criação do Fundeb (Fundo da
Educação Básica.
Mais
informações: http://www.campanhaeducacao.org.br/
Fonte: OM - Campanha Nacional pelo Direito à
Educação
Foto: Divulgação

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