A direção nacional do PDT reunida em Brasília com a bancada do partido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal decidiu ontem (9/07) apoiar a realização do plebiscito proposto pela presidenta Dilma Roussef pelo seu caráter democrático de primeiro ouvir a população – como aconteceu nos plebiscitos sobre sistema de governo nos anos de 1963 e 1993 – entendendo também que cabe ao Congresso Nacional discutir e aprovar os termos da consulta.
Após
a discussão do tema, plebiscito ou não, na segunda reunião da Executiva com os
parlamentares (a outra foi na semana passada), o presidente nacional do PDT,
Carlos Lupi, submeteu o assunto aos presentes, sendo aprovada a tese do
plebiscito. “Nossa decisão, como partido político, é a favor do plebiscito.
Aprovada a tese, vem a outra discussão, o conteúdo deste plebiscito”, assinalou
Lupi.
Antes,
reiterara que a idéia de convocar plebiscito não é de agora, não é da
presidenta Dilma: “Há dois anos atrás o deputado Miro Teixeira trouxe para
discussão e aprovação do PDT a tese da Constituinte exclusiva para a reforma
política e todos nós, Executiva e parlamentares, a aprovamos. O que estamos
fazendo agora é reiterar o apoio ao plebiscito”, acrescentou.
Miro
lembrou que há está na luta pelo plebiscito há mais de cinco anos porque, no
seu entendimento, sempre que o povo foi convocado para ser ouvido – “contrariou
os interesses dos poderosos”.
Lupi
reforçou explicando aos presentes, alguns contrários a apoiar a proposta da
presidenta, que o PDT aprovava era a consulta popular através do plebiscito – e
não do referendo, por exemplo, onde o povo é ouvido depois e não antes de ser
feita a mudança.
“Depois
de aprovarmos a tese do plebiscito, vamos discutir que plebiscito o PDT quer”,
disse o presidente nacional do partido antes da votação. A discussão evoluiu
também para detalhes da reforma política, sendo muitas as propostas neste
sentido.
O
Secretário nacional do partido, Manoel Dias, também ministro do Trabalho e Emprego, lembrou que
historicamente, até por conta da atuação política de Leonel Brizola, o PDT sempre
foi favorável ao plebiscito e seria negar a sua própria história, ter outra
posição agora. Manoel Dias defendeu a necessidade de aprofundar ainda mais a
discussão dos temas da reforma política porque há muitas teses e o PDT precisa
focar no que acha mais importante para a população.
Ainda
na reunião e aproveitando a presença de Manoel Dias, Lupi pediu a especial
atenção dos deputados do PDT para duas questões: a redução da multa de 10% do
FGTS aprovada pelo Congresso, que considera uma medida contra o trabalhador na
medida em que vai acelerar a rotatividade da mão-de-obra, o que só beneficia o
capital; e também para a informação, que chegou ao seu conhecimento, de que
estaria sendo negociada na surdina uma agenda para derrubada no Congresso de
vetos acumulados do Executivo.
Logo no início da reunião, antes da discussão
do momento político, foi deliberado, nos termos do parágrafo 9 do Artigo 4 do
Estatuto do PDT, o pedido de filiação do ex-marido da presidente Dilma, Carlos
Araújo, fundador do PDT gaúcho. Araújo passou 12 anos longe do partido e,
agora, decidiu se refiliar.
O
assunto foi submetido ao plenário por Lupi, que antecipadamente revelou
que não era favorável a vetos e não via problema algum na refiliação de
Araújo, posição que foi contestada e discutida – mas prevaleceu no final, sendo
remetida a ficha de Araújo ao PDT gaúcho, para que ele dê a palavra final na
refiliação de Araújo.
A
reunião, que terminou por volta das 13h30m, prosseguiu com vários
pronunciamentos e manifestações sobre itens para a reforma política a serem
defendidos pelo PDT, consensualmente. Ficou decidido também que na próxima
terça-feira, 16/7, haverá novo encontro da Executiva com a bancada do partido
no Congresso.
A
reunião foi conduzida por Lupi, pelo secretário nacional do partido, Manoel
Dias, e pelos vice-presidentes Vieira da Cunha e Miguelina Vecchio. A direção
nacional da JS-PDT acompanhou a toda a reunião da Executiva com os
parlamentares, reunindo-se logo depois na sede nacional do partido, em
Brasília.
Fonte: ASCOM/PDT Nacional
Foto: Divulgação

Nenhum comentário:
Postar um comentário