segunda-feira, 11 de março de 2013

CPI do Trabalho Escravo identifica como funciona aliciamento de bolivianos


CPI do Trabalho Escravo discute com autoridades e empresários da Bolívia possíveis ações de combate ao tráfico de pessoas entre os dois países. Os deputados foram a La Paz e El Alto e se reuniram com representantes do governo, do parlamento, da câmara comercial e da pastoral operária. As agências que fazem a intermediação ilegal de trabalhadores da Bolívia para o Brasil são os principais focos de investigação da CPI. O deputado Amauri Teixeira, do PT baiano, integra a diligência da comissão e disse que foi possível entrevistar pessoas que já estiveram no Brasil e identificar como funciona o aliciamento de bolivianos.

Em quase um ano de investigação, a CPI já havia constatado a exploração ilegal de imigrantes sul-americanos, principalmente bolivianos, em fábricas de confecção de São Paulo. A maioria é de mulheres, que eram confinadas em salas escuras em até 15 horas de trabalho, sem condições de higiene. Além do aumento da fiscalização, o comando da CPI acredita que essa forma de trabalho escravo urbano pode ser combatida também pela responsabilização das grandes marcas que se utilizam dessa mão de obra ilegal.

O presidente da CPI, deputado Claudio Puty, do PT do Pará; o relator, deputado Walter Feldman, do PSDB paulista, e os deputados Ivan Valente, do PSOL paulista, e Oziel Oliveira, do PDT baiano, também integram a diligência da CPI do Trabalho Escravo na Bolívia.

Fonte: Agência Câmara
Foto: Divulgação

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