domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cuba faz seminário para discutir redes sociais e mídia alternativa

Declaração Final da
II Workshop Internacional sobre redes sociais e mídia alternativa
 
Os participantes do II Workshop Internacional sobre redes sociais e meios de comunicação alternativos, que discutiram os novos cenários da comunicação política no ambiente digital no encontro realizado em Havana, Cuba, nos dias 11, 12 e 13 de fevereiro de 2013, oriundos de Angola, Argentina, Bélgica, Bolívia, Brasil, China, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Guiné Equatorial, Irã, Itália, Japão, México, Nicarágua, Palestina, República Dominicana, Rússia, Suíça e Venezuela, consideram que:
 
1. Este encontro traz benefícios claros para todos os países participantes, a partir de perspectivas diferentes, mas com uma visão progressista, preocupações comuns e vontades contra a intenção hegemônica em monopolizar o desenvolvimento e controle da tecnologia da informação e comunicação (TIC).
 
2. A Internet hoje é também uma expressão de mundo desigual e injusto, governado pela privatização e comercialização voraz. A democratização da governança global da Internet deve estar localizado no centro da agenda internacional porque está em jogo não apenas a segurança dos Estados, mas também a soberania, auto-determinação e convivência pacífica das nações; e do direito universal e não discriminatório as redes sociais. Para isto é preciso aumentar o apoio aos esforços que visam democratizar a governança da Internet global, com urgência.
 
Em linha com a afirmação acima, nós concordamos:
 
1. Em apoiar as reivindicações de Cuba contra as restrições ao acesso à Internet e a muitos serviços de informática impostas por autoridades e empresas dos Estados Unidos que persistem com o bloqueio anacrônico e genocida de mais de cinco décadas à Cuba, o que não é apenas econômico, comercial e financeiro, mas também tecnológico, cultural e de mídia.
 
2. Em intensificar ainda mais o trabalho nas mídias sociais para exigir o retorno à terra dos cinco cubanos presos injustamente nos Estados Unidos. Consequentemente, endossando a declaração especial do encontro "A rede social para os Cinco", realizada em 11 de fevereiro, como parte de um mesmo evento.
 
3. Em expressar forte solidariedade de todos os delegados para a Revolução Bolivariana e ao presidente Hugo Chávez, contra as campanhas de mídia e de ação desestabilizadora patrocinadas pelos inimigos do processo revolucionário na Venezuela.
 
4. Os participantes reiteram também o apoio e solidariedade com a revolução e faz votos pelos maiores sucessos do Equador do presidente Rafael Correa nas eleições de domingo em 17 de fevereiro, bem como a luta do povo palestino e de todos aqueles que defendem a sua soberania e direito a auto-determinação.
 
5. Também vamos promover a divulgação do pensamento descolonização sobre como usar essas tecnologias e promover a utilização da Internet, não limitado pela regulação do mercado, mas para o benefício de todas as pessoas e especialmente dos pobres, longe dos mercenários e padrões consumistas dos países ocidentais hegemônicos.
 
6. Dar passos decisivos, a partir do II Workshop Internacional sobre Mídia Alternativa e Redes Sociais, a fim de socializar conteúdos, informações, contatos e experiências para trabalhar com plataformas de Internet e ferramentas, com base em uma estratégia política definida.
 
7. Disponibilizar os esforços conjuntos para dar continuidade aos esforços decorrentes deste fórum, iniciativas e histórias de sucesso como a Telesur, Sul e Política Janela Rádio Blog (www.ventanapolitica.cu).
 
8. Promover a criação de conteúdos que permitem neutralizar os desequilíbrios no desenvolvimento tecnológico. Promover, como uma alternativa para o conhecimento, a enciclopédia colaborativa cuRed (www.ecured.cu) , enquanto opção anti hegemônica, além da metrópole induzida poder.
 
9. Estimular a contribuição das gerações mais jovens nestas novas plataformas como forças ativas progressistas.
 
10. Explorar, com as respectivas agências governamentais responsáveis, a conveniência de mecanismos de integração que existem na América Latina e no Caribe permanentemente colocada como parte de sua agenda, os problemas de comunicação e informação, assim como de segurança e elementos estratégicos soberania. Urge que esses espaços integradores contribuam para iniciativas regionais de formação.
 
11. Solicitar aos governos progressistas da América Latina através de canais bilaterais ou nas imediações de integração, como a ALBA, ipromover ações concretas para desenhar políticas e agendas comuns que nos permitam juntar forças para avançar uma comunicação libertadora, colocando recursos disponíveis, programas, desenvolvimentos tecnológicos e de pesquisa, sobre a base da soberania tecnológica.
 
12. Promover, contra a guerra cibernética contra processos emancipatórios, a participação popular no ciberespaço com ênfase para setores historicamente marginalizados no acesso ao conhecimento e à tecnologia.
 
13. Tomar a Declaração Final do II Workshop Internacional sobre Redes Sociais como plano de ação básica sobre o qual deverá ser dado um acompanhamento eficaz, com o compromisso dos advogados.
 
14. Convocar, em 2015, o III Workshop Internacional sobre Redes Sociais e Mídia, na forma que for mais conveniente, a fim de promover o uso da tecnologia libertadora e execução conjunta de propostas para enfrentar campanhas de mídia de centros de poder dominantes.
 
Palácio das Convenções, em Havana, Cuba, 13 de fevereiro de 2013.
 
Fonte: OM - Cuba Debate
Foto: Divulgação

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