O PDT de Alagoas realizou nesta segunda-feira
(23/12) um almoço de confraternização dos partidos que fazem oposição ao
governo do Estado e também formam a base de sustentação da presidente Dilma
Rousseff.
O almoço serviu para que fosse feita uma
avaliação do quadro político de 2014, bem como avaliar as ações deste ano.
Ainda no encontro, foi lançado um manifesto contra a gestão do atual governador
Teotônio Vilela Filho (PSDB) intitulado “Em Defesa de Alagoas” e assinado pelo
menos pelos presidentes de 17 partidos que fazem a oposição ao governo
estadual, entre eles o PMDB, o PT, o PTB, o PDT e o PCdoB.
Estiveram presentes mais de 600 lideranças políticas de todo estado, a exemplo
dos senadores Fernando Collor de Mello (PTB) e Renan Calheiros (PMDB); do
ex-governador Ronaldo Lessa; do ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PRTB);
do deputado federal Renan Filho (PMDB); dentre prefeitos e vereadores de todo o
Estado.
Durante discurso, Lessa traçou um paralelo entre as duas gestões dele no
governo do Estado e apontou para o que considera como o caos social na atual
governo. De acordo com ele, os alagoanos têm sido vítimas de uma gestão
desastrosa, que, ao longo dos últimos anos, resultou no assassinato de mais de
15 mil pessoas. O pedetista destacou ainda que, nas suas duas gestões à frente
do Executivo, diversas escolas foram erguidas por todo estado. Já na era tucana
não sem tem notícia de nenhuma construção nesse sentido.
“A sociedade sente na pele a dor e o sentimento do retrocesso dessa gestão.
Infelizmente, os dados mostram que quase 15 mil pessoas foram assassinadas. Na
área da educação, houve um drástica redução no número de vagas. A oferta de
vagas no Cepa, por exemplo, caiu pela metade. Na minha gestão, eram pouco mais
de 22 mil vagas. Na segurança pública nem fala. Um caos absoluto instalado”,
destacou o presidente do PDT em Alagoas, Ronaldo Lessa.
O senador Fernando Collor afirmou, em entrevista a imprensa, que o encontro das
lideranças tem como objetivo avaliar as ações do último ano e traçar perspectivas
para o cenário político de 2014. “Estamos aqui para celebrar as ações políticas
de 2013 e obter uma avaliação do trabalho de oposição ao longo dos últimos doze
meses. Naturalmente, estaremos, também, discutindo 2014, mas não teremos
nenhuma deliberação hoje. Esse almoço reúne os partidos que sustentam a base de
apoio ao governo Dilma, e fazem também oposição a gestão Téo Vilela”, frisou
Collor.
“Não estamos aqui para fazer terrorismo, pois o grande responsável por esse
sentimento é o governador Vilela. O nosso estado vive um cenário de incerteza e
os gestores do Executivo optam, lamentavelmente, por campanhas publicitárias
fantasiosas. Com estes partidos reunidos, confirmamos que Alagoas não será mais
governada por uma cooperativa. Portanto meus companheiros, essa triste
realidade que presenciamos pode mudar. Basta que esse mentiroso saia do palácio
República dos Palmares”, acrescentou Collor.
Essa realidade pode mudar
O presidente estadual do PT e deputado federal Paulão lembrou que, apesar do R$
200 milhões enviados pelo governo federal, a gestão tucana não foi competente o
suficiente para reverter o cenário de caos na área da segurança pública.
“Ao contrário do que muitos pensam esse encontro entre as lideranças políticas
não tem como objetivo desqualificar qualquer político. Mas, sim, avaliar as
ações. Por exemplo, o nosso estado voltou a figurar como um dos piores IDH do
País, bem como o segundo local de violência contra a mulher. O governo Dilma
Rousseff fez seu papel em enviar os recursos, mas a gestão alagoana não soube administrar
e os resultados estão nas ruas. Nossa esperança é de que o Estado volte a andar
nos trilhos. Não aguentamos mais tanto descaso”, ponderou Paulão.
O deputado Renan Filho cobrou do governo do estado ações no sentido de
minimizar o sentimento de medo que está estampado na cara dos alagoanos. “Não
se transforma um cenário como esse com discursos e pronunciamentos. É preciso
fazer mais, muito mais. Caso não haja prioridade nas ações sociais o atual
cenário não vai mudar. Ocupamos hoje, infelizmente, ocupamos o primeiro lugar
no ranking do estado mais violento do país e também o da sexta capital mais
violenta do mundo. Devemos priorizar educação e saúde”, afirmou o peemedebista.
O presidente estadual do PRTB, Cícero Almeida, revelou que partido trabalha no
sentido de apontar três nomes para a disputa na Assembleia Legislativa de
Alagoas e dois nomes para federal. Segundo Almeida, os nomes apontados terão o
apoio dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor.
Diante dos volumosos recursos enviados pela presidente Dilma para Alagoas, o
senador Renan Calheiros disse, à oportunidade, que o braço do governo federal
não tem se furtado em ajudar no que é possível. “Ao longo dos últimos dos anos,
o estado de Alagoas recebeu milhões em recursos. Quero dizer a todos vocês –
que compõem a base de apoio ao governo Dilma – que estamos juntos, e sonhamos
com um 2014 melhor para o povo alagoano. Por meio de um projeto de
desenvolvimento, podemos colocar Alagoas em outro patamar. Podem contar
conosco”, anunciou.
Fonte: Gazeta/adaptações/PDT Alagoas
Fotos: Eliú Almeida
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