Ao participar do aniversário de 22 anos da
Lei de Cotas, organizado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São
Paulo, o ministro Manoel Dias ressaltou que “a igualdade é um direito
assegurado pela ONU (Organização das Nações Unidas), mas cuja batalha é uma
construção diária”.
O ministro, na abertura do evento, resumiu
assim a implantação da Lei de Cotas no país, que, segundo ele, enfrenta todo
tipo de adversidade para que seja posta em prática, para que o respeito à
pessoa humana possa ser resgatado no país. “Temos que assumir aqui um
compromisso coletivo, para que cada um, em sua esfera de atuação, se torne
parceiro dessa causa. Podem contar com o Ministério do Trabalho e Emprego”,
garantiu.
O evento lotou o auditório da Federação das
indústrias de São Paulo (Fiesp), e contou com a presença de várias autoridades,
como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, representantes dos governos estadual e
municipal, lideranças sindicais, de movimentos sociais e entidades ligadas à
defesa dos direitos da pessoas com deficiência.
Para o presidente da Fiesp, o país tem
progredido, mas acredita que pode ir além. “Avançamos muito nesses anos, mas
nunca devemos considerar que estamos no ponto ideal, sempre é possível ir além.
Esta é a casa da produção, do emprego, da indústria, e acreditamos que devemos
dar oportunidades iguais, pois temos um grande respeito pela pessoa com
deficiência”, avaliou.
A secretária dos Direitos da Pessoa com
Deficiência do Estado de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella, destacou a
importância da data: “Pensar a deficiência sob a perspectiva da acessibilidade
e a sustentabilidade é muito importante na construção dessa nova sociedade que
queremos, onde todos possam participar da riqueza e do crescimento da Nação”.
Olário Henrique de Souza, operário com
deficiência do setor de autopeças em São Bernardo do Campo, falou em nome de
todos os trabalhadores, que como ele supera dificuldades. “Não queremos ser
lembrados uma vez por dia, pois nós precisamos sobreviver todos os dias. A Lei
de Cotas possibilitou políticas afirmativas, mas temos que garantir isso na
prática, pois ninguém está pedindo assistencialismo, estamos pedindo
oportunidades”.
Na parte da tarde, na Rua das Flores, o
evento prossegue com a apresentação dos bonecos de Vara e Banda do “Sussego” da
APAE-SP, exposição de órgãos públicos, movimentos sociais, ONGs, instituições
educacionais, Sesi/SP e Senai/SP sobre o tema.
O evento contou com a participação da
Auditora Fiscal do Trabalho, Lucíola Rodrigues Jaime, uma das principais
homenageadas por ser pioneira na fiscalização da Lei de Cotas; do coordenador
estadual do projeto de inclusão da pessoa com deficiência da SRTE/SP, Auditor
Fiscal do Trabalho, José Carlos do Carmo; do superintendente Regional do
Trabalho no Estado de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros; do procurador Ramon
Bezerra dos Santos, representando o Ministério Público do Trabalho; dos
representantes da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade
Reduzida de São Paulo, Carlos Aparício Clemente e Marianne Pinotti; e do
presidente do Conselho para Assuntos da Pessoa com Deficiência, Wanderley
Marques de Assis.
Fonte: Assessoria de
Comunicação/MTE com informações da SRTE/SP
Foto: Renato Alves/MTE
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