O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi,
anunciou em Brasília esta semana no último dia (8/8) deste ano, em reunião da
direção do Partido com as bancadas federais na Câmara e no Senado, que tão logo
se conclua a segunda fase do 5° Congresso Nacional do PDT, programada para os próximos
dias 23 e 24 de agosto – semana que vem – convocará uma reunião do Diretório
Nacional do PDT para referendar as diretrizes políticas e programas de atuação
que emanarão do 5° Congresso.
“Temos uma grande missão: mergulhar em nossa
História e apresentar as soluções que a sociedade está clamando com as
manifestações de rua”, afirmou Lupi, ressaltando que o momento exige que o PDT
reafirme a sua história e apresente aos brasileiros as suas perspectivas para o
futuro, sob pena de estar fadado à morte.
“O Trabalhismo é uma das mais belas histórias
políticas do Brasil, mas não podemos viver de História. A população quer mais.
Existe um processo de esgotamento de modelos, e temos que nos reinventar como
corrente política. Hoje já há um esgarçamento, um esgotamento do modelo do PT
de governar – do qual somos parte – que, se não houvesse, não teríamos tanta
gente nas ruas”, acrescentou Lupi na abertura do encontro.
Lupi fez questão de convocar para a mesa o
presidente nacional da Juventude do PDT, Luiz Marcelo, e elogiar as reuniões
que o movimento vem realizando em vários estados, direcionadas para a formação
e qualificação de quadros.
“O partido está aberto às novas gerações, e
todos nós precisamos incentivar os jovens a terem protagonismo neste processo;
a se candidatarem e a disputarem mandatos. Temos que acreditar naquela máxima
que diz que não existe derrotas quando acumulamos sucessos: apenas adiamos a
vitória”, frisou.
Segundo Lupi, é fundamental que o PDT
trabalhe para eleger no mínimo 40 deputados federais nas eleições de 2014, para
se fortalecer no quadro nacional.
O trabalho de organização da segunda fase do
5° Congresso foi motivo de elogios de Lupi a André Menegotto, secretário-geral
adjunto do PDT nacional, e demais companheiros que estão empenhados neste
Encontro partidário, que se realizará no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos
Deputados.
O Secretário Nacional do Partido, licenciado,
Manoel Dias, por sua vez, falou da importância das direções estaduais do
Partido convocarem convenções para elegerem seus novos diretórios e executivas
até o final deste ano. “Precisamos de um mínimo de estrutura partidária em cada
estado para que possamos ter mais organização, mais candidatos”, garantiu Manoel
Dias, destacando, ainda, que, do ponto de vista ideológico, por sua coerência
política, o Partido deveria estar numa posição muito mais confortável em termos
de representação do que está.
Maneca também criticou alianças feitas no
passado “que nada acrescentaram ao Partido do ponto de vista ideológico”, já
que tiveram objetivos apenas eleitorais.
“Nós nos alimentamos de ideias, não de poder.
Nossa participação no poder tem sido muito ruim, muito tímida. Por que temos
uma formação política que não nos permite avançar nem no que é razoável e
eticamente possível avançar. Brizola não fazia concessões e isto imprimiu em
nós postura igual. Temos que avançar neste campo, mas sem nos perder. Temos que
nos organizar usando novas tecnologias, usando o que é de mais avançado”.
Manoel Dias manifestou sua confiança em que o
PDT “tem condições de ser a alternativa, o instrumento político das novas
gerações. Estamos no governo do PT, que apoiamos, mas temos que nos preocupar
em pôr em prática as políticas que aprendemos a defender com Brizola; e que já
praticamos. O PT ganhou as eleições em cima de discurso e hoje, no poder, não
mais como mudar. Nossa situação é diferente. Temos que ter cabeça fria; eleger
pelo menos 40 deputados federais, fazendo ou não alianças; superar nossas
dificuldades”.
Para que isto faça o Partido crescer,
detalhou, é importante que as direções estaduais ajudem a nacional na busca de
“companheiros com comprometimento ideológico”, porque, em sua opinião, “não
podemos trabalhar por pessoas que nada tenham a ver com a postura ideológica do
PDT. Temos que discutir e debater a grande plataforma que o Brasil necessita e
que esteja de acordo com os nossos princípios”.
-- Se tivermos uma plataforma bem elaborada,
bem feita – uma proposta oficial do PDT, sem abrir mão de princípios –, teremos
a bandeira que vai nos diferenciar, fazer crescer e permitir que recuperemos
nossa posição no conjunto da sociedade, afirmou.
UNIÃO
O Líder do PDT na Câmara Federal, deputado
André Figueiredo (PDT-CE), ressaltou que hoje “o senso de união” prevalece
dentro da bancada federal do PDT; sendo bom exemplo disto a luta conjunta pela
destinação dos royalties do petróleo para a Educação. “Passei duas semanas
estudando o projeto do governo para poder debatê-lo e descobri que esses
recursos, em vez da Educação, iriam para compor o superávit primário” –
explicou André, que apresentou substitutivo, que deve ser votado ainda esta
semana, que prevê a destinação destes recursos, efetivamente, para a Educação.
André fez apelo para que o PDT se mobilize e
lote as galerias da Câmara no dia da votação do substitutivo do PDT à lei dos
royalties, porque “no Brasil que vamos construir a Educação precisa de recursos
reais e não fictícios”, afirmou.
Em relação ao PDT do Ceará, em rápido
balanço, André Figueiredo assinalou que atualmente o partido dispõe no Estado
de um deputado federal, ele, e quatro estaduais. Fez um relato do excelente
desempenho de Heitor Ferrer nas eleições municipais; e, em sua opinião, ano que
vem o PDT cearense tem condições de eleger pelo menos dois federais e entre 4 e
5 deputados estaduais.
A seguir, manifestaram-se os presidentes
regionais do PDT, fazendo balanços da situação do Partido em seus estados.
Inicialmente, falaram o Deputado Damião Feliciano, da Paraíba; Edelmário, de
Roraima; e o deputado Paulo Rubens, de Pernambuco. Paulo Rubens chamou a
atenção para o fato de que “a maior ameaça à democracia no Brasil é o abuso do
poder econômico e o financiamento privado das campanhas”.
O deputado disse também que espera que o 5°
Congresso Nacional do PDT sirva efetivamente para que o Partido “deflagre uma
plataforma para os estados e o Brasil”, com bandeiras políticas ousadas, “como
sempre foram as bandeiras defendidas por Leonel Brizola”.
Estado por Estado, seus representantes foram
fazendo balanços da situação do partido; e falaram, entre outros: Sirley, de
Minas Geais; ex-deputado Julião Amin, do Maranhão; senador Acir Gurcgaz, de
Rondônia; deputado Agnolim, de Tocantins, e o deputado José Queiroz, presidente
do PDT de Pernambuco.
O presidente do PDT-RS – ex-prefeito de
Osório, Romildo Bolzan – fez um balanço dos encontros regionais que estão sendo
realizados, em todo o Rio Grande do Sul, para lançamento ou não da candidatura
do deputado federal Vieira da Cunha.
Fonte: PDT Nacional
Foto: Divulgação
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