domingo, 23 de junho de 2013

Página em rede social denuncia aumento da violência em Alagoas

Por Láyra Santa Rosa

A onda de violência já tomou conta de Maceió, e preocupa a toda a população. Afinal, morar na cidade que mais se mata no país, tem um peso grande e assusta. Descrentes do trabalho da polícia, e como forma de mostrar indignação, um movimento surgiu nas redes sociais, movimentado o universo virtual com denuncias e desabafos. O B.O Coletivo Maceió, é uma página no facebook, que já reuni mais de 3.500 pessoas, com o intuito de denunciar o descaso na segurança pública vivido no Estado.

A página é formada por muitos relatos de vítimas da violência, fotos de locais onde ocorreram assaltos, e ainda pela distribuição de uma imagem que serve como marcador dos locais onde as pessoas foram vítimas. “Isso ajuda que outras pessoas tomem conhecimento, que determinado local é arriscado de ficar e também não sejam vítimas dessa insegurança. É o tipo de denúncia que tem funcionado e já fez com que muita gente marcasse os locais mais violentos da cidade”, contou o estudante Diogo Moreira, criador do espaço.

A ideia surgiu em Porto Alegre (RS) e foi copiada pelo estudante, que entendeu que um grupo como este poderia surtir um grande efeito na cidade. “Assisti uma reportagem nacional, onde me deparei com essa ideia de Porto Alegre. Vivendo numa cidade tomada de violência, onde quase todo mundo foi assaltado ou conhece alguém que foi, entendi que um grupo como esse poderia gerar um grande efeito. A ideia é gerar uma cobrança para que os gestores entendam que existe insegurança por toda a cidade e que algo precisa ser feito”, afirmou.

Em menos de 15 dias do lançamento do B.O Coletivo Maceió, a página virtual já tinha mais de 1500 participantes, em um mês esse número mais que dobrou. “As pessoas estão carentes de segurança, e acreditam na impunidade. No grupo elas colocam para fora a experiência que viveram, e dividem suas histórias na tentativa de que outras pessoas também não sejam vítimas. O grupo é um incentivo para que as pessoas não fiquem caladas e denunciem”, explicou.

Além de dividir seus relatos, como verdadeiros Boletins de Ocorrências (B.O) feito pela polícia, a vítima da criminalidade também pode imprimir um cartaz, com o símbolo de um alvo, para colar no ponto onde foi assaltado. “Desta forma estamos chamando a atenção das outras pessoas, e mapeando as áreas violentas da cidade. Muita gente já imprimiu a cartaz e espalhou. As pessoas acabam vendo o aviso, e evitam ficar num lugar violento”, comentou Diogo Moreira.

O estudante disse ainda, que a ideia principal do grupo é que o Governo do Estado se mobilize e entenda que a sociedade não suporta tanta insegurança. “Está difícil sair em Maceió e não ter medo. Essa é uma forma de protestar pacificamente para essa insegurança, e mostrar ao Governo que é preciso uma mobilização geral. A sociedade não aguenta mais isso”, falou.

Fonte: Jornal Correio de Alagoas 
Foto: B. O Coletivo

Nenhum comentário: