O
novo ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse na solenidade
de transmissão de cargo que o ex-ministro Carlos Lupi foi vítima de
"injusta campanha" e que irá resgatá-lo.
O presidente do PDT e
ex-ministro Lupi deixou o governo Dilma em 2011, em meio a suspeitas de desvio
de recursos da pasta. Ele foi o principal articulador da nomeação de Dias para
o ministério.
— O tempo é o senhor da razão,
a população vai ver que ele foi um bom ministro. Cada um tem um estilo, o meu é
diferente, ele mais falador do que eu, mais brigador do que eu. O Lupi é
presidente do meu partido, eu não posso deixar de ser fiel a ele nem negar
minha amizade porque alguém acha que ele errou. Eu acho que ele não errou, que
ele sofre uma injustiça muito grande — defendeu ao falar de sua amizade com o
ex-ministro.— Não tem processo, nem nada contra ele. Sou amigo dele e estou
nomeando aquele que foi secretário-executivo na sua gestão, o Paulo Roberto
Pinto — disse Manoel Dias.
Lupi e o ex-ministro Brizola Neto não compareceram ao
evento. Angela Rocha, mulher de Lupi, esteve presente e foi muito aplaudida. O
novo ministro disse ainda que a troca no comando do ministério não garante que
o PDT irá apoiar a reeleição de Dilma em 2014. De acordo com o ministro, a
aliança só será discutida em 2014 se o partido “se sentir atendido”.
— Não é
natural, não é automático. Nós estamos no governo hoje em decorrência do apoio
à presidente Dilma nas eleições passadas; 2014 é outra eleição. Se nosso
partido se sentir atendido e nós pudermos implementar as políticas públicas que
defendemos, é uma construção que, se bem elaborada, bem defendida, pode, de
repente, sinalizar para também o apoio à presidente. Mas isso nós vamos
discutir no ano que vem — afirmou.
Fonte: jornal O Globo
Foto: Divulgação

Nenhum comentário:
Postar um comentário