A Fundação de Estudos Políticos Leonel Brizola - Alberto Pasquaini coloca à disposição os vídeos dos encontros, seminários e reportagens especiais que vem realizando, em todo o país, sobre a realidade nacional. Isto é para que os internautas e estudiosos possam aproveitar, através do Youtube e outros serviços da internet, cada momento desses eventos, como se lá estivessem presentes.
Com o fim facilitar o manuseio deste material, o Núcleo de Multimídia da FLB-AP e da Universidade Leonel Brizola (ULB), publica seu conteúdo, tanto de forma resumida, em texto e em vídeo, para que se tenha uma noção panorâmica, como também a íntegra de cada palestra ou intervenção, de forma que cada interessado possa se aprofundar nos temas apresentados.
Com o fim facilitar o manuseio deste material, o Núcleo de Multimídia da FLB-AP e da Universidade Leonel Brizola (ULB), publica seu conteúdo, tanto de forma resumida, em texto e em vídeo, para que se tenha uma noção panorâmica, como também a íntegra de cada palestra ou intervenção, de forma que cada interessado possa se aprofundar nos temas apresentados.
Começamos esta publicação com o Seminário “Economia Brasileira: Desafios e Oportunidades”, realizado no Senado, em 21 de agosto de 2012, com o senador Cristovam Buarque, PDT-DF, o deputado Paulo Rubem Santiago, PDT-PE, e o economista Waldery Rodrigues, do IPEA. O Seminário foi aberto pelo presidente da FLB-AP, Manuel Dias, seguida da apresentação do presidente nacional do PDT, ex-ministro Carlos Lupi, que falou da prioridade do partido em penetrar na realidade brasileira para oferecer propostas alternativas à sociedade. Por fim, o deputado André Figueiredo, PDT-CE, Líder na Câmara, mostrou as posições da bancada pedetista diante das diversas questões, como a rejeição ao Funpresp, e a apreciação do projeto de concessões do governo.
Conteúdo - Primeiramente, seguem os vídeos de abertura do seminário, com a breve apresentação de Manoel Dias e as intervenções de Carlos Lupi e André Figueiredo. Depois, vêm os vídeos resumidos de cada palestra. No final, temos os links para o conteúdo completo, dividido em partes de 15 minutos, como exige o Youtube. Clique nos links para assistir aos vídeos em alta resolução.
Apresentação (Paulo Ottaran)
(Ex-Ministro Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, com apresentação de Manoel Dias)
Conteúdo - Primeiramente, seguem os vídeos de abertura do seminário, com a breve apresentação de Manoel Dias e as intervenções de Carlos Lupi e André Figueiredo. Depois, vêm os vídeos resumidos de cada palestra. No final, temos os links para o conteúdo completo, dividido em partes de 15 minutos, como exige o Youtube. Clique nos links para assistir aos vídeos em alta resolução.
Apresentação (Paulo Ottaran)
(Ex-Ministro Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, com apresentação de Manoel Dias)
http://www.youtube.com/watch?v=f3RfQTSSED8
Ao situar os objetivos do Seminário, o presidente Carlos Lupi ressaltou a necessidade de o partido empenhar-se pela aprovação, no Senado, do percentual de 10% do orçamento federal para a educação, já obtida na Câmara, de acordo com a emenda do deputado Paulo Rubens Santiago. “Educação não é discurso, educação é orçamento, disse Lupi, repetindo antiga tese de Leonel Brizola.
Lupi enfatizou que não cabe sequer discutir a questão e ainda defendeu a necessidade de o Governo Federal aportar recursos para que os municípios implantem uma escola integral aos alunos de do 1o. grau, para que se possa formar cidadãos e cidadãs que atendam às necessidades de um Brasil soberano e com capacidade de dominar a teccnologia. Ele recordou que o Brasil está muito defasado neste aspecto, a ponto de perdermos de 250 a 300 cientistas a cada ano e de ainda não termos uma fábrica de automóveis.
Deputado André Figueiredo, Líder do PDT na Câmara
Ao situar os objetivos do Seminário, o presidente Carlos Lupi ressaltou a necessidade de o partido empenhar-se pela aprovação, no Senado, do percentual de 10% do orçamento federal para a educação, já obtida na Câmara, de acordo com a emenda do deputado Paulo Rubens Santiago. “Educação não é discurso, educação é orçamento, disse Lupi, repetindo antiga tese de Leonel Brizola.
Lupi enfatizou que não cabe sequer discutir a questão e ainda defendeu a necessidade de o Governo Federal aportar recursos para que os municípios implantem uma escola integral aos alunos de do 1o. grau, para que se possa formar cidadãos e cidadãs que atendam às necessidades de um Brasil soberano e com capacidade de dominar a teccnologia. Ele recordou que o Brasil está muito defasado neste aspecto, a ponto de perdermos de 250 a 300 cientistas a cada ano e de ainda não termos uma fábrica de automóveis.
Deputado André Figueiredo, Líder do PDT na Câmara
http://www.youtube.com/watch?v=BNNYmW82Fv8
O deptuado André Figueiredo chamou a atenção para os riscos de o Brasil continuar privatizando empresas públicas, com dinheiro do BNDEs, ao se referir ao recente programa do governo de concessões de estradas, ferrovias e portos para o setor privado. "É uma temeridade", disse o deputado depois de assinalar que há um vácuo entre dois polos no Brasil: os que são beneficiados pelos programas como o Bolsa Família, os quais merecem ser aplaudidos, e tratamento especial aos segmentos mais fortes do mercado. Só que há um segmento que fica no meio desses polos, aquele dos médios e pequenos empresários, dos servidores públicos e dos profissioais liberais, que estão completaente apartados da visão governamental. Lembrou ainda que os servidores públicos tem de ser valorizados e respeitados, pelo menos com condições mínimas de diálogo. Finalmente, André Figueiredo advertiu que o Fundo de Previdência Complementar, o Funpfesc, que privatizou grande parte do sistema de aposentadoria dos funcionários, e que cosidera umm risco muito grande o país.
parte 03 (Deputado Paulo RubemSantiago, PDT-PE)
O deptuado André Figueiredo chamou a atenção para os riscos de o Brasil continuar privatizando empresas públicas, com dinheiro do BNDEs, ao se referir ao recente programa do governo de concessões de estradas, ferrovias e portos para o setor privado. "É uma temeridade", disse o deputado depois de assinalar que há um vácuo entre dois polos no Brasil: os que são beneficiados pelos programas como o Bolsa Família, os quais merecem ser aplaudidos, e tratamento especial aos segmentos mais fortes do mercado. Só que há um segmento que fica no meio desses polos, aquele dos médios e pequenos empresários, dos servidores públicos e dos profissioais liberais, que estão completaente apartados da visão governamental. Lembrou ainda que os servidores públicos tem de ser valorizados e respeitados, pelo menos com condições mínimas de diálogo. Finalmente, André Figueiredo advertiu que o Fundo de Previdência Complementar, o Funpfesc, que privatizou grande parte do sistema de aposentadoria dos funcionários, e que cosidera umm risco muito grande o país.
parte 03 (Deputado Paulo RubemSantiago, PDT-PE)
http://www.youtube.com/watch?v=JPlgyO8BWBw
Na sua intervenção, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) constatou que o Brasil não pode continuar ajustando desequilíbrios da economia, como tem sido feito ultimamente, inclusive com bons resultados para a população, como o aumento do número de pessoas empregadas e a ascensão social de muitas delas. É que, no seu entender, já não existe mais margem para possibilitar essa prática, já esgotada, no seu entender: já foram atingidas todas as cotas de endividamento, principalmente das famílias, o governo não tem dinheiro para investir e a renúncia fiscal (diminuição de impostos para empresas baixar preço de carros e geladeiras, por exemplo) já começa a atingir as finanças governamentais.
Na sua intervenção, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) constatou que o Brasil não pode continuar ajustando desequilíbrios da economia, como tem sido feito ultimamente, inclusive com bons resultados para a população, como o aumento do número de pessoas empregadas e a ascensão social de muitas delas. É que, no seu entender, já não existe mais margem para possibilitar essa prática, já esgotada, no seu entender: já foram atingidas todas as cotas de endividamento, principalmente das famílias, o governo não tem dinheiro para investir e a renúncia fiscal (diminuição de impostos para empresas baixar preço de carros e geladeiras, por exemplo) já começa a atingir as finanças governamentais.
Como o atual modelo econômico chegou a uma exaustão, o senador brasiliense entende que um partido de vanguarda, como o PDT, deve liderar uma corrente para fazer como Getúlio Vargas, em 1930, que aproveitou a crash da Bolsa de Nova York, para lançar as bases da industrialização e da criação do mercado interno brasileiro. Só que dessa vez, de maneira diferente: devemos nos preocupar em preservar o meio ambiente, com a implantação de energias renováveis e modificando a arquitetura das cidades e um modelo de produção que passe da fase montadora para a criadora de produtos que não polua e que tenham consumo garantido, como os de tecnologia avançada.
Paulo Rubens Santiago (vídeo de 13'30")
Paulo Rubens Santiago (vídeo de 13'30")
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=O34YaTvhnfc
Em sua exposição, o Dep. Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) destacou o contexto da dominação financeira internacional, como prevista em 1998 pelo Economista Celso Furtado, min. do planejamento no governo de João Goulart (1961-1964). Segundo o deputado, há uma verdadeira multiplicação fictícia do capital que no Brasil foi assegurada no texto da Carta Magna. “A democracia no Brasil está abaixo do interesse dos credores em receber o serviço da dívida. Isso é um escândalo!”, afirmou.
O aguerrido deputado apresentou números sobre o orçamento nacional, mencionando que aos juros e encargos da dívida pública são reservados R$169 bilhões, o que beneficia apenas cerca de 25 mil famílias que vivem da renda dos papéis do tesouro. Para outros 155 milhões de brasileiros, que dependem dos serviços públicos como saúde e educação, restam orçamentariamente R$ 125 bi, nem sempre executado na íntegra. Dessa forma há uma “disparidade na distribuição da riqueza nacional” forjada no orçamento público com as garantias constitucionais.
O deputado ainda apresentou outros números para ressaltar que, submetido a essa lógica, ao país não será possível disputar espaços na economia mundial, perpetuando o atraso em que o Brasil vende matérias-primas de baixo valor agregado para comprar bens de capital.
Em sua exposição, o Dep. Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) destacou o contexto da dominação financeira internacional, como prevista em 1998 pelo Economista Celso Furtado, min. do planejamento no governo de João Goulart (1961-1964). Segundo o deputado, há uma verdadeira multiplicação fictícia do capital que no Brasil foi assegurada no texto da Carta Magna. “A democracia no Brasil está abaixo do interesse dos credores em receber o serviço da dívida. Isso é um escândalo!”, afirmou.
O aguerrido deputado apresentou números sobre o orçamento nacional, mencionando que aos juros e encargos da dívida pública são reservados R$169 bilhões, o que beneficia apenas cerca de 25 mil famílias que vivem da renda dos papéis do tesouro. Para outros 155 milhões de brasileiros, que dependem dos serviços públicos como saúde e educação, restam orçamentariamente R$ 125 bi, nem sempre executado na íntegra. Dessa forma há uma “disparidade na distribuição da riqueza nacional” forjada no orçamento público com as garantias constitucionais.
O deputado ainda apresentou outros números para ressaltar que, submetido a essa lógica, ao país não será possível disputar espaços na economia mundial, perpetuando o atraso em que o Brasil vende matérias-primas de baixo valor agregado para comprar bens de capital.
Assim, enquanto solução, Paulo Rubem propõe um realinhamento ideológico da esquerda, que segundo ele continua desorientada após a queda do Muro de Berlim, fazendo equivocadamente o jogo da direita em seus governos. Para tanto ressaltou em sua fala os princípios programáticos do PDT -- calcados nos valores da educação e do trabalho como fonte da produção de bens e riquezas para o bem-estar da sociedade. De acordo com o deputado pernambucano, é possível ao PDTguiar essa luta ideológica a partir de seu fortalecimento enquanto opção ao povo brasileiro, conforme as práticas ensinadas por Leonel Brizola.
Waldery Rodrigues (vídeo de 14'07")
Waldery Rodrigues (vídeo de 14'07")
http://www.youtube.com/watch?v=CbAPqpHaqek&feature=plcp
Para o economista Waldery Rodrigues, do IPEA, o modelo econômico implementado a partir de 2003 - durante o primeiro governo LULA - está se exaurindo, devido ao elevado índice de endividamento das classes C e D, que foram as grandes beneficiárias da política de estímulo ao crédito. Nesse contexto, o governo deveria romper com as soluções conjunturais (na sua maioria com efeitos de curto prazo), adotando medidas estruturantes de médio e longo prazos, com ênfase no investimento em educação, saúde e trabalho. Analisou ainda o desequilíbrio existente entre o Orçamento da União e a sua Execução Orçamentária, destacando a importância do PDT no cenário nacional, não só no Congresso como também nas prefeituras pelo país.
Para Waldery, um projeto nacional sério deve concentrar investimentos em Educação, corrigindo as disparidades regionais apontadas no IDEB e não em projetos pontuais e obras faraônicas como o trem bala, que será construído no Brasil. Ressaltou ainda o aumento substancial no volume de crédito imobiliário ocorrido no governo Dilma Rousseff, consolidando o programa Minha Casa, Minha Vida como uma das prioridades de investimento para os próximos anos. Segundo Waldery, nesse novo cenário o BNDES devería deixar de ser o banco da Avenida Paulista para se tornar o grande agente de fomento do governo federal, financiando o desenvolvimento nacional em ciência e tecnologia. Finalizou, confrontando dados do IDEB e do IDH com os números do PIB, enfatizando que o Brasil não é um país rico, mas sim um país extremamente desigual.
Para o economista Waldery Rodrigues, do IPEA, o modelo econômico implementado a partir de 2003 - durante o primeiro governo LULA - está se exaurindo, devido ao elevado índice de endividamento das classes C e D, que foram as grandes beneficiárias da política de estímulo ao crédito. Nesse contexto, o governo deveria romper com as soluções conjunturais (na sua maioria com efeitos de curto prazo), adotando medidas estruturantes de médio e longo prazos, com ênfase no investimento em educação, saúde e trabalho. Analisou ainda o desequilíbrio existente entre o Orçamento da União e a sua Execução Orçamentária, destacando a importância do PDT no cenário nacional, não só no Congresso como também nas prefeituras pelo país.
Para Waldery, um projeto nacional sério deve concentrar investimentos em Educação, corrigindo as disparidades regionais apontadas no IDEB e não em projetos pontuais e obras faraônicas como o trem bala, que será construído no Brasil. Ressaltou ainda o aumento substancial no volume de crédito imobiliário ocorrido no governo Dilma Rousseff, consolidando o programa Minha Casa, Minha Vida como uma das prioridades de investimento para os próximos anos. Segundo Waldery, nesse novo cenário o BNDES devería deixar de ser o banco da Avenida Paulista para se tornar o grande agente de fomento do governo federal, financiando o desenvolvimento nacional em ciência e tecnologia. Finalizou, confrontando dados do IDEB e do IDH com os números do PIB, enfatizando que o Brasil não é um país rico, mas sim um país extremamente desigual.
Í
ntegras das palestras
ntegras das palestras
André Figueiredo e 1a. parte de Cristovam Buarque
Cristovam Buarque (2a. parte)
Cristovam Buarque (3a. parte)
http://www.youtube.com/watch?v=dM2cXj3cnwY&feature=plcp
Paulo Rubens (1a. parte)
Paulo Rubens Santigo (3a. parte)
Paulo Rubens Santiago (4a. parte)
Paulo Rubens Santiago (5a.parte)
Waldery Rodrigues (1a. parte)
Waldery Rodrigues (2a. parte)
Waldery Rodrigues (3a. parte)
Waldery Rodrigues (4a. parte)
Fonte: PDT Nacional
Foto: Divulgação

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